Ana Paula Cruz

Mulheres de Poder

Textos


A lebre e a tartaruga
 
 
Bem cedinho, o sol nascia,
com seu brilho especial,
começava um lindo dia,
em todo o reino animal.
 
Um bom dia preguiçoso,
os bichinhos desejavam,
e com passos vagarosos,
esticavam ... bocejavam ...
 
Sai de sua toca a lebre
bem esperta e animada,
como sempre muito alegre,
cumprimenta a bicharada.
 
Avista então a tartaruga,
bem tranquila a caminhar,
e com ar de zombaria,

começa então a debochar.
 
- Vejam só quem vem aí,
   devagar quase parando,
   para dar uma voltinha,
   leva quase todo o ano.
 
Tartaruga, quem diria,
já chegou desafiando ....
- Apostemos uma corrida,
  para ver quem sai ganhando!
 
A lebre sempre ágil,
quase caiu pra trás,
- Lenta desse jeito !!
Não me vencerá jamais !!
 
A raposa foi a juíza,
deu o tiro de largada,
e a lebre serelepe,
saiu logo em disparada
 
Tartaruga, muito lenta,
dava um passo após o outro.
E a lebre bem distante
Para e descansa um pouco.
 
De repente um soninho,
e um descanso maior,
quando a lebre se deu conta,
havia acontecido o pior.
 
Tartaruga lá estava,
bem na linha de chegada,
a lebre saltou e pulou ...
Mas ... nada !
 
A tartaruga venceu a parada,
pra alegria da bicharada.
De que vale a habilidade,
se falta responsabilidade?

domínio público, fábula de Esopo e reescrita em versos por Ana Paula Cruz
Enviado por Ana Paula Cruz em 13/07/2012
Alterado em 25/07/2025


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