Ana Paula Cruz

Mulheres de Poder

Textos


E se o Dia dos Mortos fosse, na verdade, sobre a vida?

Quando alguém que amamos parte, fica um grande vazio.

Fica a solidão, o silêncio, o eco de uma presença que já não está.

Mas também ficam os grandes ensinamentos,

a forma como amaram, o bem que espalharam, as marcas que deixaram em nós.

 

Seria bom se todas as pessoas que passassem por este mundo deixassem um rastro de amor,

um gesto de ternura, um exemplo de bondade.

Porque, no fim, é isso o que verdadeiramente permanece...

o amor que oferecemos e o bem que praticamos.

 

Enquanto vivemos, precisamos fazer o melhor de nós.

Precisamos amar mais, perdoar mais, agradecer mais.

Assim, quando chegar a hora da partida,

nossa história continuará viva na memória e no coração de quem fica.

 

A morte é a única certeza que temos na vida.

Mas, curiosamente, não temos certeza nem do próximo minuto que viveremos.

Por isso, em vez de temê-la,

que aprendamos a celebrar o tempo que nos é dado ,

a viver com inteireza, presença e gratidão.

 

Como diz Ana Claudia Quintana Arantes,

em A Morte é um Dia que Vale a Pena Viver,

a morte nos convida a compreender a amplitude da vida e sua finitude inevitável.

E, se estivermos preparados, quando ela chegar,

não haverá espaço para arrependimentos,

porque já teremos vivido de verdade.

 

Teremos vivido com tanta vontade, com tanto entusiasmo,

que o fim será apenas o fechamento natural

de uma história que começou com o dom mais precioso...a própria vida.

 

Porque não há nada mais apavorante do que existir sem viver.

E não há nada mais eterno do que o amor que deixamos nos corações.

 

 

 

Ana Paula Cruz
Enviado por Ana Paula Cruz em 01/11/2025


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